The evil that man do
Ratos do mundo! Nos temam!
Outro dia, eis que surge um rato na república. Não na República Federativa do Brasil, isso tem de monte, desde nos bueiros e esgotos até dentro do poder público. Tô falando da República Matadouro, aquela que eu moro, em São Carlos.
Como todos sabem (e se não sabem, deveriam saber, oras), ratos são criaturas vis, que tem o poder de se esconder onde você menos espera, de se camuflar onde simplesmente não dá pra ser camuflar, de passar magicamente por onde nem insetos minúsculos conseguem passar. E esse não era diferente.
Ele era preto, media uns 10 centimetros, e eu estava sentado no sofá da sala, olhando pro nada, quando o vi passando pela cozinha, em direção à área de serviço. Dei o alerta, e saímos a caça do maldito. Fechamos as portas necessárias, pra que ele não se espalhasse pra outros ambientes (como os quartos) mas há um quarto na área de serviço onde um de nós dorme. Fizemos uma busca completa no quarto, e nada de encontrar o maldito roedor. Concluímos que a área estava limpa, fechamos a porta.
Agora era procurá-lo na área de serviço e cozinha (não há uma porta separando ambos os lugares, ele podia ir e vir). Fuçamos em tudo quanto é canto, e nada. Resolvemos dar tempo ao tempo. Saímos da cozinha, fechamos as portas e largamos o rato lá.
Até nesse momento estávamos em três na caçada. Eis que pouco depois da nossa pausa, surgem mais dois vindos da rua (dois moradores, não dois ratos), que queria jantar, e pra isso precisariam entrar na cozinha. Alertamos sobre o ser que estava entre nós, e eles, com a cara e a coragem que só moleques sem frescura tem, entraram lá e foram comer do mesmo jeito.
Poucos minutos depois, ouvimos os dois gritando por nós, que o rato havia sido encontrado. Estava debaixo da geladeira, o malandrinho, e o cercamos. A espera foi de segundos, mas pareceu horas, dada a alta tensão da situação. Equipamo-nos com o que há de mais moderno e eficiente em matéria de matar ratos: vassouras e rodos.
Foi quando o roedor tentou uma corrida até sei lá onde. Saiu em disparada em direção a porta (que estava fechada, logo ele estaria encurralado). Um dos nossos, o que estava mais próximo, se preparou, olhou bem o roedor, mirou, se concentrou (tudo isso em milésimos de segundo) e desferiu um golpe.
Certeiro!
Lá estava o rato. Morto. Com a cabeça quebrada. E se contorcendo todo. E lá estava a vassoura assassina. Quebrada.
Bom, mas não paramos por aí. Queríamos ensinar a esses ratos malandros e safados que o lugar deles não era ali. Preparamos uma pequena seção terror. Munidos de álcool e fósforos, saímos de casa, atravessamos a rua, e na calçada do outro lado (já que ali só há um muro de uma escola cuja entrada fica do outro lado do quarteirão), depositamos o corpo do rato no chão, o molhamos com bastante álcool, e com um fósforo, ateamos fogo ao defunto.
Ficamos vendo queimar aquilo por alguns minutos, até que a chuva apertou e deixamos a parada lá, queimando, enquanto nos refugiávamos a salvo em nosso lar. No dia seguinte, nenhuma marca de rato no chão. Algum gato comeu um churrasquinho, ou os outros ratos vieram e lhe deram um enterro digno. Eu fico com a primeira opção.
Comentários!
Que pessoas frias, cruéis, sem coração!!! Deixam o rato lá se contorcendo de dor!!!! Abaixo tortura! Abaixo tortura!!!
Se bem que, pensando melhor… esses ratos são meio nojentos e propagam doenças, né?! Mas, mesmo assim… coitadinha da criaturinha…
Ééééééca! :-S
Ai que nervoso!!
Mas enfim, quando vocês riscaram o fósforo fiquei achando que ia rolar um ritual de dança indígena agradecendo pela caça do dia.
Bizarro, mas sei lá, foi no que pensei.
Assim, quase ia me esquecendo: lá em casa tem umas baratas vis, ocês num tão afim de criar outro motim?
haeuhauheaaehaeuaeaehaue… xD
acho q a república merece uma detetização ein…
Agora é queimar o gato e dar pro cachorro. Cadeia alimentar é isso aí! hahaha
