Eu nasci na época errada…
Creio que quase todo mundo, em algum momento da vida, por algum motivo (os motivos podem variar bastante), já disse que nasceu na época errada. E eu digo isso por motivos musicais.
Veja bem: música boa é música antiga. Quem me conhece sabe que eu tenho um gosto bem eclético. Gosto desde metal até mpb, passando por rock, samba, uns axézinhos dependendo do ambiente, e por aí vai. Em termos de bandas, mistureba total. Los Hermanos, Angra, AC/DC, Bee Gees, Ultraje a Rigor, Cazuza, Pink Floyd, Lulu Santos, Toquinho e Vinícius, Chico Buarque, Guns ‘n Roses, Queen, Cássia Eller, Marcelo D2, Supertramp… É muita coisa diferente! (mais detalhes sobre meu gosto músical aqui)
Contudo, se você tem alguma noção de quem são as pessoas ou bandas da lista acima, perceberá que grande parte são artistas que, independente de estarem vivos ou não, começaram sua carreira e fizeram sucesso a um bom tempo atrás.
Alguns exemplos: Vinícius de Moraes nasceu em 1913; AC/DC lançou o álbum Back in Black (iniciando a segunda fase da banda com um novo vocalista, depois da morte de Bon Scott), considerado por muitos o melhor álbum da banda, em 1980; os irmãos Gibb, ou Bee Gees, fazem sucesso internacional desde 1970; o grupo de rock Ultraje a Rigor foi fundado no inicio da década de 80; Agenor de Miranda Araújo Neto, ou Cazuza, como era mais conhecido, iniciou sua carreira solo em 1985; Pink Floyd gravou o Dark Side of The Moon, um dos melhores da banda, em 1973.
Eu nasci em 1989. Todos esses que eu citei no parágrafo anterior começaram a fazer sucesso e viram o auge de suas carreiras antes mesmo de eu nascer. Alguns, como Vinícius de Moraes, um dos irmãos Gibb, Cazuza já nem estão mais entre nós.
É claro que hoje em dia existe muita música boa. Mas eu, por algum motivo, tenho tendência a gostar das antigas. E, por mais que eu goste muito de algumas bandas atuais (como Los Hermanos, quem me conhece melhor sabe que eu sou fã), gostaria de ter vivido na época em que essas bandas ou artistas solos estavam em seu auge, para ter tido a oportunidade de ver um show, ouvir entrevistas, ou simplesmente curtir as músicas boas enquanto elas ainda eram inéditas.
Insônia
Sou só eu ou alguém mais quer que esse ano acabe o mais rápido possível?
Quem sabe assim, minha cabeça esvazia e eu consiga dormir na hora que eu deito na cama, e não só às seis horas da manhã.
The evil that man do
Ratos do mundo! Nos temam!
Outro dia, eis que surge um rato na república. Não na República Federativa do Brasil, isso tem de monte, desde nos bueiros e esgotos até dentro do poder público. Tô falando da República Matadouro, aquela que eu moro, em São Carlos.
Como todos sabem (e se não sabem, deveriam saber, oras), ratos são criaturas vis, que tem o poder de se esconder onde você menos espera, de se camuflar onde simplesmente não dá pra ser camuflar, de passar magicamente por onde nem insetos minúsculos conseguem passar. E esse não era diferente.
Ele era preto, media uns 10 centimetros, e eu estava sentado no sofá da sala, olhando pro nada, quando o vi passando pela cozinha, em direção à área de serviço. Dei o alerta, e saímos a caça do maldito. Fechamos as portas necessárias, pra que ele não se espalhasse pra outros ambientes (como os quartos) mas há um quarto na área de serviço onde um de nós dorme. Fizemos uma busca completa no quarto, e nada de encontrar o maldito roedor. Concluímos que a área estava limpa, fechamos a porta.
Agora era procurá-lo na área de serviço e cozinha (não há uma porta separando ambos os lugares, ele podia ir e vir). Fuçamos em tudo quanto é canto, e nada. Resolvemos dar tempo ao tempo. Saímos da cozinha, fechamos as portas e largamos o rato lá.
Até nesse momento estávamos em três na caçada. Eis que pouco depois da nossa pausa, surgem mais dois vindos da rua (dois moradores, não dois ratos), que queria jantar, e pra isso precisariam entrar na cozinha. Alertamos sobre o ser que estava entre nós, e eles, com a cara e a coragem que só moleques sem frescura tem, entraram lá e foram comer do mesmo jeito.
Poucos minutos depois, ouvimos os dois gritando por nós, que o rato havia sido encontrado. Estava debaixo da geladeira, o malandrinho, e o cercamos. A espera foi de segundos, mas pareceu horas, dada a alta tensão da situação. Equipamo-nos com o que há de mais moderno e eficiente em matéria de matar ratos: vassouras e rodos.
Foi quando o roedor tentou uma corrida até sei lá onde. Saiu em disparada em direção a porta (que estava fechada, logo ele estaria encurralado). Um dos nossos, o que estava mais próximo, se preparou, olhou bem o roedor, mirou, se concentrou (tudo isso em milésimos de segundo) e desferiu um golpe.
Certeiro!
Lá estava o rato. Morto. Com a cabeça quebrada. E se contorcendo todo. E lá estava a vassoura assassina. Quebrada.
Bom, mas não paramos por aí. Queríamos ensinar a esses ratos malandros e safados que o lugar deles não era ali. Preparamos uma pequena seção terror. Munidos de álcool e fósforos, saímos de casa, atravessamos a rua, e na calçada do outro lado (já que ali só há um muro de uma escola cuja entrada fica do outro lado do quarteirão), depositamos o corpo do rato no chão, o molhamos com bastante álcool, e com um fósforo, ateamos fogo ao defunto.
Ficamos vendo queimar aquilo por alguns minutos, até que a chuva apertou e deixamos a parada lá, queimando, enquanto nos refugiávamos a salvo em nosso lar. No dia seguinte, nenhuma marca de rato no chão. Algum gato comeu um churrasquinho, ou os outros ratos vieram e lhe deram um enterro digno. Eu fico com a primeira opção.
“Mais importante estar feliz que estar certo…”
(AVISO: O post abaixo é do tipo mimimi. Se você tem alergia a esse tipo de post, anda deprimido ou simplesmente não quer ler um post mimimi agora, aproveite para sair daqui agora. Se quiser um conselho sobre o que ler, leia os últimos textos públicados no Histórias pra Boi Dormir.)
O autor dessa frase é Slartibartfast, que, para os que não conhecem, é um engenheiro construtor de planetas, que trabalha em Magrathea e ajudou na construção do planeta Terra. Especialista em fiordes, ganhou até um prêmio por seu belo trabalho na Noruega.
Claro que esse cara não existe de verdade, é apenas mais uma das personagens malucas criadas por Douglas Adams no livro (ou na série de livros) Guia do Mochileiro das Galáxias. Contudo, mesmo sendo ficção, desde o dia em que li esta frase pela última vez no livro, achei-a de uma profundidade gigante. Não estou sendo irônico, é sério.
Passei a tomá-la um pouco como estilo de vida. Passei a fazer mais coisas que me deixassem feliz do que necessariamente fossem certas, já que julgar algo como certo ou não depende de vários fatores e o que é certo pra alguém pode não ser pra outra pessoa.
Enfim, essa atitude, embora prazerosa, traz alguns problemas, sem dúvida. Contudo, trouxe coisas boas também, e é de uma delas que vim falar. Hoje, completam-se dois meses desde o dia que pedi uma certa pessoa em namoro. Obviamente, se estou falando disso aqui é porque esse namoro continua durando, depois desses dois meses.
E bom, toda essa papagaiada pra compartilhar isso com vocês, leitores, que hoje completo dois meses de namoro, continuo apaixonado pela minha namorada e estou feliz por isso. Se você não liga pra isso, dane-se você. Se você acha que isso mudará sua vida para melhor, deposite uma quantia em dinheiro na minha conta corrente que eu me darei por satisfeito. E se você acha que saber disso te trará problemas, clique aqui.
E espero vir comemorar vários outros meses e até anos de namoro por aqui. Mesmo porque, o blog é meu e uso-o para fazer o que quiser. Até mais.
