Sobre o Escuta Só

Era uma noite fria. Ouvia-se trovões, raios cruzavam o céu. Na luz que surgia dessas rachaduras celestes, podia-se ver um casebre no meio do nada. Embora estivesse isolado de tudo e todos, a tecnologia também havia chegado ali. Dentro do casebre, se alguém com muita coragem explorasse-o, encontraria vários grills do programa da tevê, mp3s, mp4s e até mp5s players, encontraria computadores, dvds, pendrives. E, obviamente, uma conexão com internet. A pessoa que ali morava (e sim, morava alguém ali) um dia criou um blog. Um blog interessante, cheio de coisas úteis às pessoas, um blog que gostavam de visitar. Obviamente, ele não linkou o Escuta Só ao blog dele. Mas eu ainda convenço ele, ah, convenço.

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Blogs

June 30, 2007 @ 12:52 am

Me peguei pensando: por que eu tenho blogs?

A primeira resposta que vem a cabeça é: porque eu gosto de escrever. E ela não deixa de estar certa. Eu gosto de escrever. Mas escrever o quê?

Bom, minha turma da faculdade AINDA está de greve (não, eu não sou autista: espere e você entenderá o que isso tem a ver com o que eu tava escrevendo). E eu estou extremamente bravo com isso porque eu sei que isso vai foder com minha vida acadêmica (não que eu tivesse uma conduta exemplar, longe disso). Então, comentando isso com um amigo da república, o cara falou "e por que você não manda um e-mail pra galera da tua sala tentando convencer eles a voltar às aulas? Não é você que gosta de escrever?".

Voltei ao assunto original. Pensei sobre isso que ele disse, e cheguei a conclusão que escrever aquilo não dava a menor vontade. Não gosto tanto de escrever assim, ou, se gosto, então escrever sobre aquilo não é exatamente o que eu gosto.

Enfim, comecei a pensar então sobre o que eu gosto de escrever, e por que eu não fico sem blogs por mais de 6 meses. Pensei no tipo de textos que eu escrevo aqui, e sobre o tipo de textos que eu gosto de ler em outros blogs. Cheguei a uma conclusão.

Escrevo não pelo simples gostar de escrever. Escrevo porque gosto de me abrir (e não pensem mal disso, veja bem). Gosto de saber que o mundo (ou, pelo menos a parcela do mundo que lê meus textos) sabe o que eu penso sobre o assunto que eu achar que devem saber. Gosto de por pra fora o que se passa dentro da minha cabeça, confusões, vontades, coisas malucas, mesmo que de forma completamente obscura e disfarçada (vide este post e entenda os posts "diarinho obscuro").

Concluindo, gosto de poder ter alguém pra me ouvir sobre qualquer assunto, independentemente desse alguém ser algum amigo meu real ou alguém que me encontrou por acaso na internet (ou que eu encontrei e trouxe até aqui, como de fato acontece na maioria dos casos). E isso significa que a internet não se livrará de mim tão cedo, pois continuarei gostando de escrever, e sempre terá alguém (mesmo que com problemas mentais, nunca se sabe) disposto a ler o que eu escrevo. Se foderam!

PS.: Depois que terminei de escrever, publiquei e fui conferir (eu sempre leio meus posts de novo a procura de erros), percebi que o contador já marca mais de 1000 visitas! Ah, grande bosta, que coisa mais brega e ultrapassada ter contador de visitas num blog…

Músicas

June 27, 2007 @ 2:19 pm

Uma vez eu escrevi um post falando sobre como as músicas marcam minha vida. Mas não cheguei a postar, mas deu vontade de escrever outro.

É tipo assim: cada época você ouve algumas músicas, imagino que todos devem ser assim. Você ouve mais uma tal música que toca no rádio, ou ouve mais uma tal banda que você tá viciado. Aquelas coisas. Acontece que é fácil associar períodos da nossa vida com essas épocas musicais. Pelo menos pra mim.

Vira e mexe, ouço uma música ou uma banda mais antiga, que não ouço faz tempo. Na mesma hora, me vem à cabeça fatos, lembranças, pessoas, acontecimentos, qualquer coisa que marcou a época que eu ouvia aquela música. É impressionante.

E isso deve acontecer com todo mundo. Pensa bem, muitos casais de namorados tem a "sua música", muitos grupos de amigos tem algumas músicas que os identifiquem… Músicas geralmente se associam a pessoas. Ou tudo isso é coisa da minha cabeça.

Enfim, tudo porque eu tava aqui, na minha, quando começou a tocar no rádio da empregada (é, no radinho de pilha da empregada da república) uma certa música. Não é uma música que eu gosto, mas ela me trouxe lembranças boas, e muito recentes. Não sabia que a "marcação" música/acontecimento era rápida assim na minha cabeça. Sei que cansei de escrever, então só vou fazer um PS, e até mais.

PS.: O bagulho tá sério. Não, não é a música, é o Histórias pra Boi Dormir que tá com host novo, agora é baseado em Wordpress, e eu resolvi me dedicar mais a ele. Espero que, pelo menos, os planos pro blog dêem certo. Visitem!

Precisa disso?

June 22, 2007 @ 3:03 pm

Hoje em dia, o mercado, o comércio em geral, é tão competitivo, que as marcas ou as lojas fazem de tudo pra vender o seu produto, facilitam de todas as maneiras que podem (na maioria das vezes), e te empurram o produto de qualquer jeito. Assim, você imagina que, pra utilizá-lo, as facilidades vão ser a mesma.

Mas não sei o que acontece que, os produtos hoje vêm muito bem embalados. Mas muito bem mesmo. Embalagens de plástico, caixas com vários lacres, diversas maneiras de complicar tudo!

Experimente comprar um pacotinho de pilhas. As pilhas parecem ser embaladas a vácuo, embora não sejam. A questão é que aquele plastiquinho da frente não sai de jeito nenhum, parece colado com super-bonder (eles poderiam me pagar pela propaganda). Mas, "tudo bem" você pensa, quando vira o pacotinho e descobre que, no papelãozinho de trás tem um cortinho por onde você, teoricamente,  termina de abrir o pacote. O fato é que é impossível abrir o pacote por alí, simplesmente porque há pilhas dentro do pacote que impedem você de abri-lo usando o cortinho.

Outro dia ganhei um pendrive. Ele veio embalado, certinho, da maneira como tem que vir. Mas a embalagem era de um plástico tão rígido que eu demorei uns bons 20 minutos pra abrir aquilo! Usei faca, tesoura, e muita paciência pra cortar o pacote de forma que eu pudesse tirar o pendrive de dentro sem danifica-lo!

Eu realmente queria saber o que se passa na cabeça dos fabricantes pra eles acharem que precisa de embalagens tão resistentes a aberturas como essas. Elas só dificultam, pô!

PS.: O Diego, que toca o Histórias pra Boi Dormir junto comigo estreiou seu novo blog pessoal esses dias. Passem lá no Furúnculo Social e dêem uma conferida, que o blog tá com uma proposta legal.

PS2.: Pra galera blogueira que usa Wordpress faz tempo, que tá começando a usar agora, que pensa em usar ou que não faz idéia do que é, o Théo criou uma comunidade da hora no orkut pro caso de dúvidas, sugestões e tudo mais. Passem também.

Dial-up? Vai pra put…

June 18, 2007 @ 1:55 pm

Que me desculpem aqueles com menor poder aquisitivo ou aqueles que simplesmente dão preferência a outras coisas, mas, por Deus, ontem a tarde pude comprovar que não mais se vive bem no mundo moderno se você não tiver internet banda larga.

É sério! Tive que ir à casa da minha tia almoçar lá, aquela coisa família e tal, e eu, o anti-social, me refugiei no computador da mesma. Pois bem, vou me conectar a internet, e descubro (algo que já sabia, mas nunca me lembro) que a pobre tem internet dial-up.

Bom, as opções eram me conectar mesmo assim, ou voltar à sala e socializar com meus queridos parentes. Escolhi a primeira, mas deveria ter escolhido a segunda. Pra começar pela conexão: você digita o nome de usuário, a senha, clica em discar, e aguenta. Aquela barulheira no modem, parece que tá recebendo um fax, autenticação no servidor e, ufa, conectado. A 46 kbps. Mas, vamos em frente.

Abro o navegador (e, tratando-se de alguém que usa internet dial-up, não poderia esperar um Firefox né? me contentei com o Internet Explorer 6, nem abas eu tinha), cancelo a abertura da página inicial e vou fazer o que eu quero. Ou, melhor dizendo, tentar fazer. Digito um endereço na barra, enter, e nada… Aquela demora desgraçada pra carregar pequenas imagenzinhas, coisa a toa. MSN, a mesma coisa, uma demora pra conectar, e problemas constantes.

Abrir fotos grandes então, é uma aventura a parte! Como me disseram outro dia, relembrando de tempos antigos, e eu pude comprovar isso, chega a ser emocionante. Você clica num link pra abrir a foto. Daí, começa a emoção. Abre uma linha de pixels de cada vez, e você fica pensando "e aí? será que essa foto é boa? o que será essas coisas vermelhas que apareceram? que emoção!!" até que, de repente, a foto abre, e você se decepciona.

Definitivamente, se alguém viesse pra mim e dissesse que teria que passar o próximo mês apenas com internet discada, creio que desapareceria da internet por um mês. Nem um vício grande como o meu resiste a tamanha falta de qualidade. Viva a banda larga! 

Palhaçada

June 15, 2007 @ 4:56 pm

Eu abomino, do fundo da alma, a obrigatoriedade do alistamento militar ao completar 18 anos no Brasil. E não é simplesmente por estar passando por esse período na minha própria vida não, ou pelo menos, não é só por isso. É, sim, pela falta de motivos pra essa obrigatoriedade, pela hipocrisia escondida nas forças armadas brasileiras (pelo menos, no exército), pela grande idiotice que tudo isso representa.

É simples de entender. O exército, fundamentalmente, serve pra proteger a nação e a sociedade civil. Isso deve ser feito, exclusivamente, por aqueles que de fato têm esse patriotismo e essa vontade de servir seu país. Obrigar alguém a se alistar não vai fazer com que surja todo esse sentimento em pessoa nenhuma, não há condições de alguém que não queria prestar Tiro de Guerra se aliste e "goste da coisa".

É claro que, numa situação desesperadora de guerra, pode ser que aqueles que se voluntariaram para servir o exército não sejam suficientes, e nesse caso, a sociedade civil tem que ajudar. Concordo plenamente que convocar civis pra uma guerra é uma necessidade. E, obviamente, esses civis de nada servirão se não tiverem um treinamento prévio. Essa seria, então, a função do Tiro de Guerra.

Contudo, é de conhecimento geral das pessoas que o exército dispensa alistados, alegando "excesso de contingente". E, pra ser claro, a maioria das pessoas é dispensada. Não se torna hipocrisia, portanto, alegar que a tarefa do Tiro de Guerra é deixar preparado possíveis ajudantes do exército se, em sua maioria, os alistados nem chegam a se preparar coisa nenhuma?

Além disso, o exército brasileiro, que teoricamente, serve à nós e aos nossos desejos, e que, num período grande da história recente do país, governou a nação na forma de ditadura, esse exército é (ou, pelo menos, foi até pouco tempo atrás, e eu não acredito que alguma coisa tenha mudado desde então) atrelado aos desejos norte-americanos que, se hoje não teme nada contra sua soberania vindo da América do Sul, até pouco tempo atrás temia o avanço dos soviéticos e bancava os militares em ditaduras por todo o continente.

Por isso, e talvez por mais motivos, é que eu abomino tudo que venha do exército, e acho completamente ridícula a idéia de obrigar jovens a se alistar no Tiro de Guerra. Espero que, algum dia, isso ainda mude, e que, um possível filho meu, não tenha que passar por isso.

PS.: Por mais que eu reclame (e antes que alguém pergunte), eu fui dispensado! (Viva la corrupción!)

PS2.: Pequena modificação de layout. Preferem como?

Sobre o autor

Aqui deveria haver uma descrição grandona sobre o autor do blog. Como nesse blog só escrevo eu, CoN, e eu não me considero autor de porra nenhuma, falo de mim mesmo. Eu sou foda, rico, bonito e um adjetivo legal a sua escolha. Tenho tudo que eu quero, faço tudo que eu quero e sou a pessoa mais feliz do mundo. Tá, é tudo mentira.

Referências

Histórias pra Boi Dormir
Fotolog
last.fm
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