Sobre o Escuta Só

Era uma noite fria. Ouvia-se trovões, raios cruzavam o céu. Na luz que surgia dessas rachaduras celestes, podia-se ver um casebre no meio do nada. Embora estivesse isolado de tudo e todos, a tecnologia também havia chegado ali. Dentro do casebre, se alguém com muita coragem explorasse-o, encontraria vários grills do programa da tevê, mp3s, mp4s e até mp5s players, encontraria computadores, dvds, pendrives. E, obviamente, uma conexão com internet. A pessoa que ali morava (e sim, morava alguém ali) um dia criou um blog. Um blog interessante, cheio de coisas úteis às pessoas, um blog que gostavam de visitar. Obviamente, ele não linkou o Escuta Só ao blog dele. Mas eu ainda convenço ele, ah, convenço.

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Superstição? Sei…

April 15, 2007 @ 12:18 pm

Sexta-feira passada foi dia 13. Sexta-feira 13. Mantenha isso em mente até o fim desse texto.

Sexta-feira passada tive prova. Fui mal pra cacete. Já percebi que vou ter que estudar muito e tal se eu pretendo passar em cálculo I nesse semestre. Mas eu não fiquei tão preocupado. A noite, um amigo viria pra São Carlos e iriamos todos (eu, esse amigo e o pessoal da república) no Baile do Trocado, que citei no último post.

Meu amigo realmente veio, começamos uma festinha em casa antes do baile, todo mundo se divertindo, se vestindo de mulher (e umas poucas mulheres se vestindo de homem), aquela bagunça e tal. Saímos pro baile, em três carros.

Estacionamos os carros um tanto quanto longe da entrada da festa, numa avenida em frente à USP, ao lado de um rio. Descemos e, num instante, um barulho, alguns gritos, e um carro dentro do rio que passa no meio da avenida.

Ao que tudo indica, dois carros faziam um racha quando um deles tentou desviar de um grupo que atravessava a avenida a pé, bateu na guia, capotou e caiu no rio. Uma garota, no banco de passageiros, sobreviveu (um dos meus amigos da república ajudou-a a sair do carro), o motorista morreu.

Isso é o bastante pra balançar a noite de qualquer um. Mas saímos de lá, fomos pra entrada da festa, e meu amigo descobre que perdeu o convite dele. Procuramos pra todo lado, no chão por perto e nada. Já saímos atrás de outros pra comprar, e achamos um por 30 (trinta!!!) reais. Mas, na hora, resolvemos pagar. Fui pegar meu dinheiro e descobri que eu tinha perdido minha carteira de motorista. Aquela mesmo, que eu citei em outros posts, que chegou há uma semana.

Saí como louco procurando ali por perto, mas obviamente não achei. Não compramos o ingresso, voltamos pra casa e ficamos lá, conversando mais um pouco, antes de ir dormir, louco de vontade que a sexta-feira, dia 13, acabasse.

PS.: Pelo menos, quando voltamos pra casa, eu disse que ia procurar a carteira de motorista perto do rio, o único lugar que eu ainda não tinha procurado. Um dos caras da república, que não tinha ido à festa, disse que estava a toa e ia comigo. Começamos a subir a rua de casa, eu pela rua, ele pela calçada, quando ele diz "Velho, você é um cara de sorte", se abaixa, e levanta com minha carta na mão. Pelo menos isso, né!

Leia a última frase

April 11, 2007 @ 11:35 am

Passei a semana santa em Ribeirão, aproveitando minha carteira de motorista que, finalmente, saiu. Passei a páscoa na fazenda dum amgo com vários amigos. Fui num show do Ultraje a Rigor ontem (terça), banda que eu nem conheço direito, e decidi que ia no dia anterior.

Se eu disser que não tenho o que postar, você saberá que eu estou mentindo. Então não direi isso.

Viu? Não disse. Enfim, sexta-feira vou no Baile do Trocado, que, em poucas palavras, é um baile em que os homens vão vestidos de mulher e vice-versa. Dá pra imaginar como vai ser engraçado.

Então, como não estou afim de escrever nada a respeito das coisas que citei no primeiro parágrafo (e, por falar nisso, já estou no quarto parágrafo, não esperava passar do segundo), deixo pra, semana que vem, contar como foi o baile. Me cobre.

Então, pra não perder  a viagem até aqui, vai lá no Histórias pra Boi Dormir que o Diego tá contando uma história bem massa exatamente agora.

Bosta, não consegui terminar o post sem contar uma mentira: a história não tá sendo contada agora não, ele postou já faz uns dias.

Ignorem este post. Obrigado.

Texto estúpido a respeito de coisas estúpidas

April 1, 2007 @ 1:40 am

Só para constar: outro bom título para esse texto seria "Minha opinião sincera e despojada de preconceitos de toda e qualquer natureza a respeito das micaretas e, em particular do Carnabeirão (e uma oportunidade para frisar que eu sou universitário, tenho um carro e minha carta de motorista chegou)", mas como não quero que você saiba do que eu vou escrever antes de eu, de fato, escrever, eu coloquei um título estúpido para disfarçar.

Pleno sábado à noite, eu, um universitário de dezoito anos, com carta e carro na mão, acompanhado de dois amigos, não consegui UM (’1′ ou ainda ‘hum’) lugar bom para ir me divertir, e não arrumei (além dos dois amigos) uma pessoa que quisesse sair conosco.

O que prova uma coisa que eu ainda não sei o que é, mas hei de descobrir. Uma possibilidade é que isso prove que ter dezoito anos, carta e carro não deixa ninguém mais atrativo (não no sentido físico da coisa, mas entenda como bem entender) na hora de arrumar companhias agradáveis para sair. Ou então, isso prova que eu (e meus amigos) somos chatos o suficiente para que ninguém queria nos acompanhar em nada. Mas essa última eu descarto, prefiro não cogitar a esse respeito.

Pode ser também que hoje tenha sido um dia esquisito. Todas as pessoas resolveram que meditariam e entoariam mantras sagrados o dia inteiro, e por isso, se absteriam (uia!) de sair e acompanhar as pessoas. É como se todos tivessem resolvido participar de um retiro espiritual (e ninguém avisou eu e meus amigos da parada, mas isso é outra história).

Mas, a possibilidade mais forte que eu vejo é que, só porque uns retardados organizam (e vem organizando todo ano há vários anos) uma festa com bandas famosas, trios elétricos e roupas ridículas, visando um lucro gigantesco (e acredite: eles têm um lucro gigantesco!), todos resolveram que hoje era dia de gastar muito dinheiro pra ir andar no meio duma multidão, ser empurrado, puxado, beijado, abraçado, pisado e outras coisas mais. Não os culpo. Se eu tivesse essa grana, muito provavelmente eu empregaria em algo melhor (rá!, pensou que eu ia dizer que ia gastar na micareta né?!) e, se sobrasse, eu poderia pensar em ir à festa, afinal, deve ser divertido. Mas, fico indignado que, por causa desse Carnabeirão, Ribeirão fique vazia! PUTAQUEOPARIU!!!!!!

Enfim, se você concorda comigo, abra sua janela e grite isso bem alto. Se você discorda de mim, abra sua janela e, com o auxílio de um megafone, grite isso mais alto ainda. Se você não tem uma opinião formada… Bem, daí você faz o que quiser. E não se esqueça de, quando for fazer o que quiser, levar sua toalha! 

Sobre o autor

Aqui deveria haver uma descrição grandona sobre o autor do blog. Como nesse blog só escrevo eu, CoN, e eu não me considero autor de porra nenhuma, falo de mim mesmo. Eu sou foda, rico, bonito e um adjetivo legal a sua escolha. Tenho tudo que eu quero, faço tudo que eu quero e sou a pessoa mais feliz do mundo. Tá, é tudo mentira.

Referências

Histórias pra Boi Dormir
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