Sobre o Escuta Só

Era uma noite fria. Ouvia-se trovões, raios cruzavam o céu. Na luz que surgia dessas rachaduras celestes, podia-se ver um casebre no meio do nada. Embora estivesse isolado de tudo e todos, a tecnologia também havia chegado ali. Dentro do casebre, se alguém com muita coragem explorasse-o, encontraria vários grills do programa da tevê, mp3s, mp4s e até mp5s players, encontraria computadores, dvds, pendrives. E, obviamente, uma conexão com internet. A pessoa que ali morava (e sim, morava alguém ali) um dia criou um blog. Um blog interessante, cheio de coisas úteis às pessoas, um blog que gostavam de visitar. Obviamente, ele não linkou o Escuta Só ao blog dele. Mas eu ainda convenço ele, ah, convenço.

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A folha em branco

March 24, 2007 @ 1:47 am

Morando em outra cidade, tendo aula em horário integral, não tendo meu próprio computador e disputando o computador de outros com mais uns cinco, a opção, quando tenho vontade de escrever, é empunhar a lapiseira, abrir meu caderno e encarar a folha em branco. Por mais simples que isso possa parecer, a folha pautada, pronta pra ser usada, intimida mais que uma tela em branco com um cursor piscando.

De fato, muita gente ja falou do "branco" que o papel em branco inspira (não espere que eu cite um texto qualquer: ao escrever em um caderno, é impossível acessar o Google para buscar referências). As vezes, as boas idéias estão na cabeça, ou o desabafo está pronto, mas na hora de escrever, tudo que você vê é o branco. O branco do papel e seu reflexo dentro da cabeça.

Ou então, quando você consegue vencer o branco e escrever alguma coisa, surge outro problema. Escreve um parágrafo, até dois, e num impulso, arranca a folha e joga tudo fora. Na folha, o texto dá a impressão de ser mais real, mais acessível (mais até do que aquele publicado na internet - mas é claro, é só impressão) e, por isso, eu pelo menos fico mais exigente. Se você está lendo esse texto agora, é porque eu,, enquanto estava a toa esperando pelas aulas da tarde, consegui passar pelo branco do papel e pela minha exigência em relação ao texto escrito e terminá-lo.

Isso tudo me leva a crer que, urgentemente, preciso de um computador só meu. Ou um notebook, com acesso wi-fi, para facilitar ainda mais minha vida. Agora, me dê licensa que ainda falta uma hora para minha aula e vou ver se consigo escrever algo para postar !

(escrito num caderno na terça-feira, 13 de março)

(Des)Esperança

March 9, 2007 @ 12:15 am

As vezes eu me esqueço como é paradoxal se inteirar sobre as notícias do Brasil e do mundo de maneira mais profunda e completa. Hoje assisti a uma exibição do filme "Uma verdade inconveniente" e, logo em seguida, a um debate organizado pelos professores do colégio que eu estudava (que organizaram a bagaça toda) e acabei fazendo o que disse antes, ou seja, me inteirando um pouco sobre as coisas que acontecem no mundo, e nesse caso específico, sobre as condições alarmantes em que a Terra se encontra em relação ao aquecimento global.

Pra quem não conhece o filme, sugiro que cliquem no link acima. Mas, em linhas gerais, a película estrelada por Al Gore (concorrente derrotado por George Bush à presidência dos EUA em 2000), mostra dados assustadores sobre como o aquecimento global vem aumentando nos últimos anos e pode afetar o planeta num futuro próximo.

Disse que se atualizar dessa maneira sobre assuntos importantes é paradoxal, e me explico. É muito bom saber como a situação é desesperadora, e que algo precisa ser feito imediatamente. No caso de hoje, saí do cinema cheio de vontade de fazer algo para ajudar o mundo, disposto a economizar água, evitar o desperdício de energia, procurar separar lixo reciclável, e a fazer tudo que puder pra ajudar a salvar o planeta e nós, seres humanos. Por esse lado, o filme ajudou a despertar alguma consciencia que ainda restava aqui dentro, e isso é bom.

Por outro, percebi como o ser humano é um bicho estúpido. Percebi que, de forma estrutural, o problema se aumenta e se agrava, dificultando qualquer ação na direção contrária. É desestimulante pensar que, embora várias pessoas saiam da sala do cinema cheias de idéias na cabeça (assim como eu), poucas serão aquelas que as colocarão em prática e farão, de  fato, algo para tentar controlar a situação. Assim, por esse ponto de vista, o filme acaba sendo frustrante, ou frustrador (existe isso?), dando menos esperança ainda de que, um dia, a situação vai melhorar.

Enfim, veja o filme e entenda o que estou dizendo. Perceba como a situação ambiental do mundo é delicada e faça o máximo possível para não sair frustrado e desesperançado do cinema, e sim pronto pra fazer algo pelo bem de todos. Porque eu, por mais que pense e planeje, no fim, acabo falhando e não fazendo nada. Infelizmente.

ps.: Como não estou mais morando em Ribeirão e meu acesso a PCs está dificultado, não tenho mais postado frequentemente. Os textos agora serão postados na medida do possível, a cada uma ou duas semanas. Não que alguém se importe, claro, mas é sempre bom se justificar.

update: Havia me esquecido, mas há um site do filme, onde você pode se inteirar sobre a situação e conhecer mais sobre o que você pode fazer para ajudar. Clique aqui para ir até ele. E, nessa mesma linha de ajudar o meio ambiente, há o Clickarvore.com, um site da SOS Mata Atlântica, onde você pode, apenas clicando diariamente, ajudar no reflorestamento da Mata Atlântica. Entre e conheça!

Sobre o autor

Aqui deveria haver uma descrição grandona sobre o autor do blog. Como nesse blog só escrevo eu, CoN, e eu não me considero autor de porra nenhuma, falo de mim mesmo. Eu sou foda, rico, bonito e um adjetivo legal a sua escolha. Tenho tudo que eu quero, faço tudo que eu quero e sou a pessoa mais feliz do mundo. Tá, é tudo mentira.

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