Universo, de novo
Já li sobre uma teoria (e vários dos que entrarem aqui talvez devem ter lido) que diz que, quando o Universo for entendido em toda sua totalidade e complexidade, tudo que existe aqui sumirá e ele será substituído por outro ainda mais complexo. (Eu diria ainda que muita coisa menor que o Universo deve funcionar assim também, a seu exemplo… mas deixemos isso pra outro dia)
Existe uma outra teoria que diz que isso já aconteceu um dia.
Concordo mais com a última.
Divagação Universal
Imagino que o Universo deve ser uma grande moleculona. Tipo uma proteína, um polissacarídeo ou alguma outra dessas grandonas. E, essa moléculona é formada por sequencias e conjuntos de átomos gigantes, interligados de diversas maneiras, que nem o químico terráqueo com a maior formação acadêmica que um químico pode ter conseguiria explicar.
E, dividindo essas sequências de atomões (entendam isso como o aumentativo de átomo) em cada átomo individualmente, teríamos, em cada um deles, um núcleozão denso, quente, luminoso, explosivo. Ao redor desses núcleos, compondo a eletrosfera atômica, teríamos partículas muito menores que o núcleo orbitando em volta deste último.
Essas partículas não são tão grandes, nem tão quentes, nem emitem nenhuma luz por conta própria (apenas quando recebem energia "extra" e depois liberam essa energia). Em algumas dessas partículas, ainda, pode-se perceber a presença de alguns outros seres, feitas de réplicas em menor escala desse mesmo sistêma atômico.
E, como uma molécula só não dá pra nada, eu tenho certeza de que, igual ao nosso universo devem existir muitos outros, talvez até um mol deles. E, todos juntos, formam alguma substância mágica, maravilhosa, muito distante da nossa compreensão.
E depois disso, ainda digo mais! Quando vejo (ou ouço alguém falar sobre) cometas, asteróides, pedaços voando por aí, a esmo, tenho uma certeza: a substância que o nosso Universo compõe é, de fato, um bom condutor elétrico.
Flashback
A vida é estranha.
De início você está lá, sozinho, se sentindo completamente deslocado, estranho. Aos poucos o tempo vai passando, e você vai se acostumando. Pessoas vão surgindo, você deixa de estar sozinho, sente-se mais à vontade, a estranheza acaba. Novas amizades, que trazem novas diversões, novos sentimentos, novos pensamentos. Você gosta de tudo isso, e espera contar com isso pra sempre.
Então, as coisas começam a mudar. Sentimentos, pessoas, amizades, tudo muda. Você começa a achar que encontrou o seu lugar, que agora você sabe onde está, e onde quer continuar. As pessoas antigas, os pensamentos antigos, as amizades antigas, vão ficando pra trás. Umas deixam traços de "coleguismo". Outras somem por completo.
E, eis que, num dia qualquer de março, aquelas antigas amizades, que tinham sumido, sem deixar marcas visíveis, voltam a surgir. Você se depara com aquela pessoa (que você se depara todo dia, e isso não costumava ser nenhum problema) numa situação diferente da cotidiana, e vê alí a antiga amizade. Mas, ela tá tampada, escondida, e por fora, nada disso aparece. Você encara, e é encarado. Pensa em agir, pensa em fazer algo… e passa reto. Aquilo foi só um lapso interno de algo que não deixa marcas externas. Mas já passou.
A vida é estranha.
Provérbios Cotidianos
Hoje foi um dia estranho. Acordei cedo, pois deus ajuda quem cedo madruga. Comi qualquer coisa e pra escola eu fui. Encontrei-me lá com um amigo, o grande "Mentirinha". Cara muito gente boa. Junto de outros amigos, resolvemos disputar quem pulava mais alto. Lógico, Mentirinha não venceu: tem as pernas muito curtas.
Mais tarde, apostei com um amigo meu que não choveria até o intervalo da aula. Dito e feito, ganhei uma graninha boa, enchi a mão de dinheiro. Resultado, caiu um vendaval logo em seguida. Enquanto chovia, a aula recomeçou, e a professora de literatura, que estava muito nervosa, ficou ainda mais brava com o barulho. Mas, milagrosamente, depois da tempestade, ela se acalmou.
Mais tarde, já em casa, resolvi jogar futebol. Driblei a mesa, chapelei o sofá, dei carrinho na mesinha da TV. Quando fui marcar o gol, acertei a trave: um vaso de minha mãe! Mas, graças a Zeus, o vaso era ruim, e ficou interasso.
No jantar, minha mãe contou que havia comprado panelas novinhas, e preparado o jantar com elas. Ah, eu havia notado que a comida não estava tão boa. Após tudo isso, resolvi durmir, para acordar cedo amanhã.
Mas, antes de ir, quero dizer a vocês (já que, como todos, adoro dar uma de médico; as vezes até de louco) que, ao ficarem doente, ou se ferirem, usem pimenta como remédio. Pode arder, mas cura que é uma beleza!
